domingo, 8 de novembro de 2009

Em nome.

Eu sou aquele que não tem nome,
Mas pode ter todos.

Aquele por quem se morre,
Se mata e se vive.

Por mim levantam-se bandeiras,
E caem ao chão montanhas.

Dizem-me muito em vão,
De forma banal, quase surreal.

Mas não é por esses que me faço,
E sim nas bocas e afagos.

Do encontro das almas,
Aí sim eu existo, e ganho forma.

Como nesta noite, eu respiro,
E faço-me presente entre lágrimas e suspiros.

Sou eu hoje o amor,
Dos malditos aos apaixonados,
Que vêm brindar ao lado de duas almas,
Dessas que me fazem resistir... e acreditar.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Ser vivente ou Ser título?

Por que alguém precisa ser identificado por títulos? Mestre, doutores e por aí vai.

Não, não precisa mas é status. Esqueci que a sociedade é movida a status.

Eu não.

Não me interessam os títulos. Não são eles que fazem alguém.

Não é qualificação binária nem a quantificação do poder que faz alguém.

Ok eu vivo em sociedade mas não sou obrigado a acatar nada. E tudo.

Papel sem essência é página em branco.

Não estou generalizando. Ambos podem andar juntos sim. Mas na maioria das vezes o que se vê é vivenciar um em detrimento do outro.

Muito menos pregando que educação e cultura sejam desnecessárias. De forma alguma. Aprendizado é necessário, vital, mas não está condicionado a um papel. E nem a esse papel a construção integral de um indivíduo.

A realidade é ser coisificado ou ser pleno?

Que realidade? O que é realidade?

A minha realidade provavelmente não é a sua. Eu enxergo a sua mas você talvez não veja a minha.